Carta aos que lutam por seus sonhos

Queridos amigos,

Não deixo que minha condição, sem braços e sem pernas, me imponha limites. Vivo como se não tivesse limites, por isso aprendi a superar as dificuldades com fé, esperança, amor e coragem. E de dificuldades eu entendo muito bem. Encontrei a felicidade quando entendi que, por mais imperfeito que eu seja, sou o perfeito Nick. Sou uma obra de Deus, criado de acordo com o plano que Ele designou para mim. Isso não quer dizer que não há espaço para aperfeiçoamento. Sempre tento melhorar para que assim, possa servir a Ele e ao mundo.

Acredito do fundo do meu coração que a minha vida não tem limites. Quero que sintam a mesma coisa em relação às suas vidas, quaisquer que sejam os problemas que tenham que enfrentar. E a Bíblia diz: “Meus irmãos, considerais uma grande alegria quando tiverdes de passar por diversas provações”.

Essa é uma lição que levei anos para aprender. No fim das contas, entendi que a maior parte das provações que temos que enfrentar nos propiciam oportunidades para que descubramos quem estamos destinados a ser e como podemos usar nossos dons para realizar nossos sonhos e ajudar outras pessoas.

Quando se desiste dos sonhos, colocamos Deus dentro de uma caixa. Afinal, somos criação Dele. Ele nos criou por um motivo, com um proposito. Portanto, nossa vida não pode ser limitada, assim como é impossível refrear o amor de Deus.

Temos a chance de escolher. Podemos optar por sermos pessoas que dão importância apenas às decepções e insistem em enfatizar as falhas e deficiências. Ou, ao contrário, quando temos que encarar períodos difíceis, podemos escolher por aprender com a experiência e seguir em frente, assumindo a responsabilidade por nossa felicidade.

Por sermos filhos de Deus, somos preciosos e valemos mais do que todos os diamantes do mundo. Mesmo assim, nosso objetivo deve ser sempre o de nos tornarmos ainda melhores, forçando nossos limites, ampliando horizontes, sonhando alto. Ao longo do caminho são necessários ajustes, porque a vida nem sempre é um mar de rosas, mas sempre vale a pena ser vivida.

Estou aqui para lhes dizer que sejam quais forem as circunstâncias, enquanto estivermos respirando, temos uma contribuição a dar. Talvez vocês passem por períodos difíceis. Talvez caiam e sintam que não têm forças para levantar. Conheço essa sensação, meus amigos. Todos nós a conhecemos. A vida nem sempre é fácil mas, quando superamos as dificuldades, nos tornamos mais fortes e mais gratos pelas oportunidades.

Sabem de uma coisa? A vida só nos dá o que temos condições de suportar. Acredito que para cada deficiência ou defeito que temos, a vida nos abençoa com muitas habilidades e talentos para suportar obstáculos. Deus me equipou com uma incrível determinação e com outros dons e talentos.

Portanto, meus amigos, vão atrás do que desejam, o que quer que seja, e lembrem-se: Deus ajuda a quem ajuda a si mesmo. Depende de se esforçar para atingir o propósito mais elevado para seus talentos e sonhos. Assumam a responsabilidade e, depois, ajam.

Primeiro devem acreditar em vocês mesmos e no valor que têm. Quando acreditarem que foram presenteados com bênçãos – talento, inteligência e amor – vocês vão assumir cada passo da jornada e outras pessoas caminharão com vocês.

Sabem de outra coisa? Às vezes Deus espera que a gente trabalhe pesado. A gente pode ter sonhos, desejos e esperança. Mas também devemos nos mexer e fazer tudo o que pudermos para realizá-los. Devemos nos esforçar para irmos além de nossos limites e chegarmos ao lugar que desejamos estar.

Há uma verdade maravilhosa na vida: cada um de nós tem um dom, um talento, uma habilidade que nos dá prazer, e o caminho para a felicidade muitas vezes está nesse dom.

Não posso colocar a mão sobre o ombro de vocês para tranquilizá-los e renovar a confiança, mas posso falar do fundo do meu coração que por pior que sejam as circunstancias, existe esperança. O que digo a vocês, e que serve como estímulo, é que as coisas que estão à sua espera podem ser bem melhores do que possam imaginar. E depende de vocês se levantarem, sacudirem a poeira, darem a volta por cima e lutarem por seus sonhos. Porque quando desejamos e temos paixão para fazer uma coisa, se essa coisa estiver ao alcance de Deus, vamos conseguir.

Juntos, as oportunidades para nós são maravilhosas, o que me dizem?

Vamos nessa?

Arquitetura do amor

Neste artigo compartilho estudos, pesquisas e experiências que me levaram a acreditar que a maior parte dos desencontros amorosos ocorre em função da fragilidade dos relacionamentos conjugais e não pela falta de amor.

Quando casei, aos 21 anos de idade, se tivesse recebido informações sobre o significado e responsabilidade de assumir a parte que nos cabe nos relacionamentos a dois, poderia ter compreendido que, mais do que amor, seriam necessários outros elementos valiosos à construção e manutenção de uma relação saudável. Também teria sido de grande valia entender a dimensão dessa jornada para a formação do lar onde abrigaria minha família. Mas, como para a maioria dos casais essas dicas não são dadas, tive que aprender ao longo do caminho, aos trancos e barrancos… Até chegar o dia de parar para repensar a relação, onde é preciso fazer um balanço sobre os pontos fortes e fracos e, até mesmo, se vale à pena continuar. “Êta diazinho” difícil, porque quando a gente chega a esse ponto, o coração já está apertado de mágoas, dúvidas e uma terrível incerteza sobre o futuro.

Foi em um momento de vida como esse, já com mais de 25 anos de casada, que decidi entender melhor a essência dos relacionamentos conjugais e, assim, poder avaliar os acertos e erros, especialmente o que poderia fazer para reeditar a relação. Então, resolvi levar a sério os estudos e pesquisas sobre esse assunto e o livro Arquitetura do Amor está para nascer como o registro das aprendizagens e melhorias que procuro fazer e que compartilho com você a partir de agora.

O resultado dessa experiência pode ser considerado um grande alerta: Atenção!!! O AMOR é o terreno fértil, mas precisa da construção e manutenção da RELAÇÃO para sobreviver e abrigar o LAR onde a família vai nascer e viver. Pode haver AMOR, mas sem uma RELAÇÃO SAUDÁVEL, construída a partir de base sólida, pilares de sustentação e um telhado que abrigue os melhores valores, o amor terá poucas chances de sobreviver.

Essa constatação está fundamentada em um conjunto de fatores:

– Minha formação como Psicóloga que me proporciona estudar e pesquisar o assunto com um pouco mais de profundidade;
– Os atendimentos a casais em crise onde os maiores problemas encontravam-se mais na falta de COMUNICAÇÃO (base da relação) do que na falta de AMOR.
– Minha trajetória conjugal de mais de 30 anos;

Hoje tenho a convicção de que contar com um plano de viagem é mais do que uma vantagem, é definitivo para evitar entrar numa aventura a dois. Como disse o sábio navegador Amir Klink: “O que diferencia uma viagem de uma aventura é que uma viagem parte de um objetivo preciso e conta com um planejamento detalhado, e uma aventura a gente vai à deriva. Já vivi aventuras, mas fazer a volta ao mundo requer mais do que vontade, requer iniciativa e o exercício bonito de construir um pedacinho do futuro”.

Mesmo com um plano de viagem não temos a garantia de que a travessia será tranquila, mas sem ele, estamos muito mais vulneráveis às turbulências e com muito mais chances de naufragar.

O artigo Arquitetura do Amor não tem a pretensão de ser um guia, apenas uma fonte de lições e emoções sobre a trajetória conjugal com dicas para aqueles que buscam assumir a parte do destino que lhes cabe na jornada a dois.


A Arte do Relacionamento – Como está o seu?

O relacionamento é uma arte que se expressa através de uma combinação única de ingredientes, cuja essência é o amor.

doutor Dr. Dean Ornish, renomado cardiologista americano, em seu livro “Amor e Sobrevivência” observa que: “vários são os caminhos que nos levam ao amor. A jornada para colocar mais amor a sua vida é talvez a mais pessoal e mais significativa das aventuras. Perseguir seu próprio caminho é mais valioso do que seguir os passos dos outros. Se você assume o compromisso da jornada do coração, forças entrarão em movimento que são uma parte do mistério da vida”.

Convido você a refletir sobre “essas forças do coração” que escolhi chamar de Arquitetura do Amor – uma estrutura poderosa, com sua própria combinação e, que impacta em diferentes dimensões de realização humana – pessoal, familiar, social e profissional.

No início dessa jornada, proponho um exercício de reflexão sobre alguns dos indicadores que podem orientar e revelar como está seu relacionamento amoroso atualmente:

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As raízes do sentimento de insatisfação ou satisfação plena se encontra no mais intimo de nossos corações a partir de uma especial combinação de fatores que, conjugados, refletem nosso estado de prazer atual.

Esse pode ser um momento importante da jornada. Um momento de tomar consciência dos seus sentimentos atuais, e então, decidir incrementar ou mudar a direção e o controle dessa área, aqui e agora. O que você quer dos seus próximos capítulos?

Os benefícios por assumir consciente e estrategicamente essa área da vida vão além dos maravilhosos momentos românticos que somos capazes de protagonizar e reeditar.

Dr. Ornish, nos ensina que “o padrão no modo como nos relacionamos com os outros e com nós mesmos é um importante determinante da saúde e da doença – até mesmo da vida e da morte. Quando nos sentimos amados, bem cuidados, apoiados e íntimos, temos maior probabilidade de ser feliz e de ter saúde. É menor o risco de adoecer e, se adoecer, é maior as chances de sobreviver. Portanto, qualquer coisa que contribui para o amor e a intimidade, a conexão com os outros, é curativa.”

O próprio Dr. Ornish confessa: “sei o quanto também foi difícil para eu realizar mudanças fundamentais nos meus padrões de relacionamento. Quando comecei a compreender o poder curativo do amor e dos relacionamentos, comecei a dedicar mais tempo e mais energia para trabalhar as minhas feridas e a ajudar os pacientes que me procuravam a fazer o mesmo. Portanto, o amor promove a sobrevivência. Dar e receber carinho são atos afirmativos da vida – quando começamos a nos sentir responsáveis por nossas ações e deixamos de culpar a outra pessoa, o relacionamento sofre uma transformação. Ou cresce e se torna mais autêntico e íntimo, ou uma pessoa ou ambas resolvem terminar um relacionamento destrutivo, para procurar outro mais compatível com maior potencial para a intimidade”.

Para Martin Sellgman, PhD, professor de Psicologia do programa Fox Leadership na Universidade da Pensilvânia, em seu livro “Felicidade Autêntica”: “Amor significa muito mais do que dar afeto em troca daquilo que se espera receber. Casais satisfeitos vêem virtudes nos parceiros, se dão atenção e costumam ser otimistas. O amor faz uma pessoa melhor”.

Segundo John Gottman, professor da Universidade de Washington, em seu “laboratório do amor”, o potencial para divórcio ou para casais cujo casamento ainda vai melhorar ao longo do tempo pode ser previsto com 90% de acerto. Gottman propoe aspectos a serem avaliados e que se relacionam aos possíveis candidatos ao divórcio. Sugiro que aproveite a oportunidade para avaliar sua condição atual:

(   ) Discussão áspera quando há discordância;
(   ) Em vez de queixas, críticas ao(à) parceiro(a);
(   ) Demonstrações de menosprezo;
(   ) Atitude defenciva imediata;
(   ) Não valorização (particularmente sabotagem);
(   ) Linguagem corporal negativa.

Casais com relacionamento de qualidade apresentam comportamentos específicos, como dedicar 5 horas semanais ao convívio através de:

(   ) Despedidas – toda manhã costumam comentar o que vão fazer durante o dia;
(   ) Regresso – têm conversa tranquila;
(   ) Afeto – tocar, agarrar, pegar e beijar – tudo com ternura;
(   ) Uma vez por semana – somente os dois, numa atmosfera relaxante, renovando o amor;
(   ) Admiração e apreciação – todo dia demonstram afeto e apreciação.

Projeto, Construção, Manutenção e Renovação

Projetar, construir, manter ou renovar relações requer investimento pessoal. Através do amor edificamos nossas relações, mas é preciso cultivar esse amor e cuidar com muita atenção de toda a estrutura que compõe sua arquitetura, cujas partes exigem ações específicas e compromentimento profundo.

No quadro abaixo, você encontra uma analogia que podemos fazer para compreender melhor a “Arquitetura do Amor”, a partir de suas estruturas que fundamentam e sustentam o relacionamento amoroso saudável.

As etapas 1, 2, 3 e 4 referem-se ao momento em que você se encontra em seu relacionamento atual:
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Etapa 1 – Arquitetura e Construção – aberto a relacionamentos ou no início de um romance.
Nessa fase, costumamos não ver a pessoa amada como realmente é, porque idealizamos uma imagem e nos apaixonamos por ela, projetando-a no outro. Quando chagamos a conhecê-la melhor, ficamos algumas vezes desiludidos – literalmente porque ela não corresponde à nossa ilusão do que queríamos que fosse;

Etapa 2 – Manutenção – fase em que já nos encontramos num relacionamento estável e que requer atenção e cuidado para evitar as armadilhas da rotina. É um período também importante, que sugere assumir a correção de pequenos desencontros com atenção especial à comunicação, para evitar a etapa 3.

Etapa 3 – Reforma – refere-se a uma fase em que as crises necessitam ser encaradas de frente e as novas regras, reeditadas. Essa etapa pode e deve ser evitada, especialmente quando se trabalha preventivamente com a “Arquitetura do Amor”, em cada uma de suas estruturas;

Etapa 4 – Reconstrução ou Demolição – quando cada uma das 10 estruturas estão vulneráveis, é hora de tomar uma decisão sobre a direção a dar nesse relacionamento – é hora de reconstruir ou partir para um novo relacionamento?

O momento em que se encontra em seu relacionamento amoroso pode ser o ponto de partida para se tomar consciência e assumir o comando – revendo objetivos e estratégias. Nesse momento, é fundamental perceber a dinâmica do relacionamento em que se encontra e partir para os indicadores de sucesso de relacionamentos saudáveis e, então, assumir sua parcela de responsabilidade e a parte que lhe cabe nessa jornada.

Vamos às variáveis ou estruturas básicas desse projeto:

Terreno = Amor – terreno fértil para se construir uma relação. É o ponto de partida, o lugar para começar se você quiser construir, manter e reeditar relacionamentos de qualidade e duradouros.

Base de Sustentação = Comunicação – a base de sustentação, o alicerce onde se constrói a relação. Investir nesse fundamento é um dos passos mais importantes do processo. Afirmo isso porque já atendi diferentes casais em fase de reconciliação, e restaurar a comunicação era um dos maiores desafios. Identificar e reduzir mensagens negativas como interrupções, acusações, queixas mútuas e fixação no passado, substituindo-as por pedidos positivos de mudança de comportamento como, por exemplo: “eu gostaria muito que você preparasse o orçamento como nós combinamos no mês passado”, contribui de forma definitiva para a saúde do casal e a sustentação das outras estruturas.

Pilar 1 = Interesses comuns – o primeiro pilar de sustentação de uma relação amorosa diz respeito aos interesses comuns que o casal vivencia como, por exemplo, atividades de lazer compartilhadas. Casais infelizes geralmente evitam passar muito tempo juntos, prevendo que esses momentos levarão a interações desagradáveis. Portanto, pensar em atividades que os dois apreciam e organizar melhor o tempo que dedicam a esses momentos, é um dos pré-requisitos para a boa relação.

Pilar 2 = Resolução de problemas – o segundo pilar de sustentação do relacionamento refere-se às habilidades de resolução de problemas. Esse pilar exige um exercício cuidadoso e produtivo nos momentos mais críticos da relação, onde as adversidades se apresentam para minar a relação. Quando os parceiros concordam em focar na resolução de um problema (evitando a armadilha emocional de procurar girar em torno das dificuldades, dissecando suas partes e procurando culpados), podem seguir alguns passos como:

1) Identifiquem o problema e definam qual a meta a ser atingida pelo casal;
2) Gerem alternativas de soluções;
3) Avaliem as vantagens e desvantagens de cada opção;
4) Decidam qual a melhor alternativa;
5) Façam acontecer – o que tem que ser feito para atingir a meta estabelecida.

Pilar 3 = Vida afetivo/sexual – o terceiro pilar de sustentação se encontra na área afetivo-sexual e podemos aprender com Dr. Alessandro Loiola, que sugere 10 dicas práticas de como incrementar a vida sexual:

1) Conheça seu corpo – Conversar francamente sobre os gostos de cada um e procurar contornar as próprias limitações com criatividade.
2) Fantasie! – A imaginação é um dos mais potentes afrodisíacos que se conhece.
3) Abuse das Preliminares – Preliminares incluem mais do que mão naquilo e aquilo na mão, abrangem elogios, sair para jantar, tomar banho juntos, fazer massagens, ouvir música, dançar. Estas atividades criam clima favorável para o casal, aumentando o nível de excitação.
4) Relaxe – Colocar música suave, trancar a porta para evitar sustos, deixar de lado as contas, a lista de tarefas para o dia seguinte, o quarto que está muito claro ou muito escuro, etc. Concentrar-se apenas no prazer que está sentindo, é especialmente importante para mulheres na menopausa, que podem apresentar dificuldade para chegar ao orgasmo.
5) Mude hábitos – Deixar de lado alguns vícios de comportamento e aproveitar tudo aquilo que a sua moral puder perdoar. As relações pela manhã também podem ser especialmente úteis para homens a partir da meia-idade, pois a ereção costuma ser mais fácil nesse período.
6) Pratique Exercícios Regularmente – Pessoas que praticam regularmente atividade física possuem mais disposição para o sexo. Uma caminhada de 30 minutos por dia, pelo menos 4 dias na semana, já é um bom começo.
7) Leve uma Dieta Saudável – Alimentação rica em gorduras e calorias, e pobre em vitaminas é um veneno para o desejo sexual. A dica é consumir frutas, legumes e vegetais à vontade e tomar uma quantidade adequada de água durante o dia.
8) Mantenha Tudo Sob Controle – A falta de controle da pressão, do diabetes, da gota, da artrite, do excesso de peso, tudo isso diminui o desejo e a potência sexual. Para que a sexualidade aflore sem amarras, é preciso que você mantenha a saúde sob controle.
9) Atenção com Remédios – Infelizmente, alguns remédios utilizados no tratamento de doenças crônicas como diabetes e pressão alta podem diminuir o desejo sexual. O melhor é informar-se com seu médico.
10) Use Suplementos – Mais de 80% dos casos de disfunção sexual estão relacionados a problemas orgânicos que podem ser tratados. Você deve procurar seu médico e perguntar se pode fazer uso de remédios e suplementos para melhorar sua sexualidade.

Pilar 4 = Planos para o futuro – o quarto pilar de sustentação é a habilidade de planejar o futuro a partir de possibilidades e uma perspectiva positiva. Viver intensamente o dia a dia é muito importante, desde que você e o seu parceiro ou parceira saibam em que direção estão seguindo. Essa perspectiva de futuro propiciará a base das decisões e ações que empreenderão no relacionamento. O teto de uma casa representa a cobertura responsável por preservar as demais estruturas e que têm também sua função na arquitetura e construção. Essa analogia corresponde aos três valores básicos – Confiança, Respeito e Sinceridade Construtiva – que costumam ser edificados e preservados entre os casais que constroem um convívio saudável.

Cobertura de Valor 1 = Confiança – a origem desta palavra está em “fides” que, no latim, significa “fé, fidelidade e lealdade”. Desde o início, no entanto, a confiança é vista como algo cultivado pelas pessoas através daquilo que fazem juntas. Assim, quando se diz que UM confia no OUTRO é porque UM acredita que aquilo que o OUTRO diz ou faz corresponde aos fatos, ou é o que este último planeja fazer. A confiança não é automática nem acontece por acaso. É fruto de trabalho dedicado a atividades específicas entre as partes e que promove um valor especial à relação.

Cobertura de Valor 2 = Respeito – tem sua origem no latim “respectare” e significa olhar muitas vezes para trás. Olhar para trás para ver o outro, para perceber quem está perto de nós. Está associado aos direitos fundamentais do homem e do cidadão, aos vínculos morais e jurídicos, que regulam o nosso comportamento. São valores comuns, cultivados e ligados à dignidade e à ética.

Cobertura de Valor 3 = Sinceridade Construtiva – tem sua origem no latim “sincera”, porque quando os romanos fabricavam vasos de uma cera especial essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita que os vasos se tornavam transparentes. Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso: – Como é lindo… parece até que não tem cera! “Sine-cera” queria dizer “sem cera”, uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado, que deixava ver através de suas paredes. Sinceridade é a qualidade de ser franco, leal, verdadeiro, transparente e que não usa disfarces, malícia ou dissimulações. Ser sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração.

Porta que leva ao interior = Individualidade – a psicóloga Margareth Mello, em “As Fronteiras do Amor”, afirma que: “Antes de mais nada, para estabelecer uma relação a dois saudável e viável, precisamos aprender a nos diferenciar como pessoas.” Ela ensina que “Numa relação a dois, imaginar dois corações fundindo-se num só parece imagem muito bonita e romântica. Mas contém a armadilha da falta de limites entre os parceiros, que impede o respeito à individualidade e a saúde do próprio relacionamento. Fronteira é o “limite”. A perda da fronteira significa a perda da diferenciação, isto é, da própria identidade de cada um dos parceiros. Fronteira é limite, é amor. Amor é algo cuidadoso, exercido com ternura. É dessa forma que a fronteira de uma casa indica quem pode entrar. Não é qualquer um que tem trânsito naquele espaço, estabelecem-se regras de como se comportar uns com os outros, uma legislação interna rege aquela família, para o bem estar de todos os que compartilham da mesma constelação familiar. Um casal com fronteiras seguras, que suporte os eventos inesperados e as dificuldades temporárias sem acusações, sem retaliações e sem mágoas acumuladas, pode encontrar saídas sempre mais criativas e adequadas às suas necessidades”.

Agora, o que você pode fazer para melhorar ainda mais essa área de sua vida?
Qual seu objetivo?
Que recursos você já dispõe e que podem ser preservados para alcançar o que quer?
Que recursos você ainda não tem e que pode desenvolver para conseguir o que quer?
Qual o primeiro passo a dar na direção dos seus próximos capítulos?

Lembre-se, essa é a sua história e você escolhe o que quer viver!

O que você quer, exatamente?

Um bom exemplo é de uma época que poucos de nós nos lembramos, mas que já era cheia de QUEROS. Quando éramos bebês tentávamos dar o primeiro passo. Por sermos muito jovens, com até mesmo nosso cérebro em formação, não nos lembramos deste momento, mas, de alguma forma, sabemos que nossa mente não parava de disparar um comando que, se traduzido em palavras, poderia resultar em algo do tipo:
EU QUERO ANDAR! VAMOS, TIRE ESSA FRALDA DO CHÃO E LENVANTE-SE!

Claro que nós pensávamos de uma forma, digamos, um pouco mais pueril. Mas já tínhamos um QUERO muito forte em nossa mente, éramos determinados a lutar por este desejo, de nos erguer para o mundo. Vivíamos em uma zona de turbulência. Levantávamos e caíamos, em uma sequência de tentativas e erros que se prolongava por semanas, ou até mesmo meses. Um ciclo que nos levaria à excelência, com os resultados das tentativas, independente dos fracassos, as aprendizagens e a melhoria contínua.

Uma hora, eis que nos levantamos para o mundo. Meio desengonçados, é verdade. Mas eretos, imponentes. E, dali em diante, aqueles pezinhos poderiam nos levar até onde fôssemos capazes de sonhar. Nossa caminhada começou naquele exato instante. Literalmente. E tudo partiu de uma vontade, de um QUERO.

Desde o princípio vivemos querendo coisas. Então, aqui entre nós, o que você quer agora? É da resposta a essa pergunta que seus sonhos vão começar a ensaiar os primeiros passos.

A segunda coisa é saber o que você quer, exatamente. Especificar a sua meta, o seu QUERO. Isso ajuda, e muito, a atingir o seu objetivo. É muito mais fácil conquistar o que queremos se soubermos exatamente o que queremos. Pode parecer óbvio dizer isso. É óbvio apertar um interruptor e a luz acender. Entretanto, há algumas dezenas de anos atrás, não era tão obvio quanto nos parece hoje. Thomas Edison que o diga.

Então digamos que você queira dinheiro. Esta é uma meta positiva. O que é excelente. É muito mais forte do que uma meta como “não quero ficar sem dinheiro”. Uma meta positiva é sempre mais poderosa do que uma formulada no negativo. Começar com uma meta positiva é como iniciar com o pé direito.

Agora de nada adianta uma meta ser positiva e inespecífica. Muitos que querem dinheiro vivem frustrados. Por quê? Porque provavelmente já ganham dinheiro e não estão felizes. 1 real é dinheiro. 1 bilhão de reais é dinheiro. Se é dinheiro o que você quer, então quanto te faria feliz?

Note que mesmo quem quer dinheiro pode não querer bilhões. Eike Batista quer ser o homem mais rico do mundo. Mas tem gente que quer ter dinheiro pra comprar uma casinha, e isso basta para ser feliz. Não existe certo ou errado, muito ou pouco. Isso depende do ponto de vista de cada um. Se é dinheiro que você quer, quanto você quer?

Outro fator muito importante é o “quando”. O quanto e o quando são igualmente fundamentais. Ganhar 5 milhões de reais em uma semana é bem diferente do que em 20 anos. Colocar sua meta em uma linha do tempo é fundamental para traçar uma estratégia adequada para conquistá-la.

Após definir o quanto e o quando é muito importante pensar sobre as evidências do seu QUERO. Como você vai saber que conquistou a sua meta? Quando ver o dinheiro no extrato do banco? Quando comprar uma casa com este dinheiro? Aqui também aparece o óbvio. Mas, por incrível que pareça, muitas pessoas atingem suas metas e não se dão conta disso. Como consequência, acabam constantemente frustradas por simplesmente não saberem que realizaram seus sonhos.

Cada um tem uma vontade específica, um QUERO. Alguns não querem dinheiro de jeito nenhum, dão valor a outras coisas na vida. O importante é saber exatamente o que você quer, quanto você quer, quando você quer e como saber que conquistou o que quer. Portanto, especifique!

E claro, se sua meta é ganhar na loteria, você vai depender eternamente da sorte. Se quando você era bebê quisesse que, em vez de você, sua amiguinha andasse, de que adiantaria seus esforços? Dependeria só dela. Poderia até atingir sua meta, mas provavelmente ia esperar sentado. Quanto mais sua meta depender só de você, melhor.

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Então, já tem sua meta, seu sonho, seu QUERO? Especificou? Ótimo!

Poste aqui nos comentários o que você quer. É uma forma de tirar o seu desejo do campo das ideias e jogá-lo no mundo. Fazer ele nascer mesmo. Assim, toda vez que você entrar aqui, vai se lembrar do seu sonho, do seu filhinho, e vai alimentá-lo diariamente com uma boa dose de motivação.

E, antes que eu me esqueça, QUERO desejar ótimas conquistas para você!

Líderes que vencem crises e reinventam negócios

Crise não é a novidade. A história revela diversos exemplos de superação em diferentes momentos e dimensões de realização humana: pessoal, social, político e organizacional. A virada da IBM – International Business Machines, por exemplo, ilustra bem a capacidade de reinventar negócios ao vencer uma crise empresarial.

Quando perguntaram a Louis V. Gerstner Jr. o que ele fez nos primeiros 90 dias da reviravolta na IBM, quando assumiu a presidência em 1993, ele respondeu sem pestanejar a uma plateia de 4.500 líderes empresariais que participavam do World Business Fórum em Nova York (2004): “Rezei”.

A ironia de Gerstner revela uma mensagem clara: poderosos executivos não são super-heróis, portanto:

– O que fazer diante das inevitáveis crises que se apresentam com mais frequência e em escala mundial?
– Como se reposicionar num cenário de dúvidas e incertezas?
– Quais as novas regras do jogo dos negócios?
– Como aproveitar esse momento para reinventar e vencer?

Louis Gerstner, considerado um arquiteto das mudanças vivenciadas no ciclo de 1993 a 2002 na IBM, e um dos três mais poderosos e influentes executivos do planeta (além de Anne Mulcahy, presidente da Xerox, e Jack Welch, ex-General Electric), após o seu momento pessoal de “rezas”:

– Encarou o problema de frente tomando consciência da realidade;
– Voltou-se para o futuro e redefiniu a visão da empresa;
– Restabeleceu objetivos, tornando-os claros e compartilhados;
– Escalou a liderança para um novo ciclo de competição estratégica;
– Concentrou toda a sua energia nas pessoas comprometidas emocionalmente e envolvidas no processo de execução;

Passo a passo, ação em ação, de tarefa em tarefa – mobilizou sua equipe e, juntos, fizeram acontecer, escrevendo um novo capítulo no ciclo da IBM.

O resultado desse movimento? A IBM não é mais a mesma. Perto de seus 100 anos de existência (1911), presente em 170 dos 194 países do mundo, a companhia que fez fama como a maior fabricante de computadores do mundo adotou o slogan “a inovadora dos inovadores” e reposicionou seu negócio para “Solução em E”-business, ou Tech-Service, para os americanos, saindo à frente num mercado de US$ 585 bilhões. Isso significa atuar em todas as pontas do e-business.

O jogo mudou e, portanto, a questão aqui é: quais são as novas regras que estão sendo estabelecidas? Como entender e responder a esse movimento? E o que fazer diante desse novo cenário?

Reconhecer as características dos momentos de crise pode ser o primeiro passo para compreendê-los enfrentá-los.

É verdade que estamos diante de uma crise econômica de proporção global, uma realidade nunca vivenciada por nossa geração. Essa crise revela o quanto nossa era está volátil, incerta e complexa. É um momento que expressa também a fragilidade do modelo globalizado que criou interdependência inimaginável e multiplicou os riscos, jamais considerados.

Mas também é verdade que este estado de turbulência, que caracteriza os momentos de crise, é o estado que antecede às inevitáveis mudanças. E é justamente diante dessa situação que podemos perceber e criar as novas oportunidades.

Ventos fortes sempre sopraram em diferentes momentos da história humana, porém, a grande mudança e o impacto desnorteador que sentimos em relação à crise mundial diz respeito não apenas à crise em si, mas ao alcance dos ventos e, especificamente, ao intervalo em que se apresentam.

Líderes que vencem crises e reinventam negócios estão diante de um novo jogo que não revela suas novas regras. Então, como jogar para ganhar?

Darwin nos dá uma excelente dica de onde podemos começar a nos fortalecer para enfrentar essa nova crise, quando afirma que “não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, mas as mais flexíveis às mudanças”.

Diante de uma conjuntura de pouca previsibilidade, quando não sabemos em que medida a crise irá nos atingir e por quanto tempo, é preciso assumir uma perspectiva realista e positiva diante do futuro, ser capaz de usar as ideias para criar novas soluções à partir de atitudes e ações que terão profundo reflexo em nosso futuro e no de nossas organizações. Por isso, está na gestão de pessoas uma das saídas para a retomada do crescimento.

O modelo de gestão adotado por Luiza Helena, do Magazine Luiza, é fundamentado na estratégia, onde, segundo ela:
“você tem que estar pronto e atento para redirecionar sempre, mas não dá para prever, nesse momento, o que vai acontecer – nenhum economista previu o momento atual; a empresa tem de ser humilde e redirecionar a todo o momento e estar se reinventando sempre. Inovação, criatividade e ideias novas. Nossa equipe está acostumada a trabalhar com mudança, é uma postura intrínseca que adotamos e que reflete em ações como: o site de palpites – onde todos podem opinar, fazer elogios e dar boas opiniões – o incentivo a sentimento de “ser dono do negócio”, que gera melhorias, e a valorização da comunicação interna, onde todos têm de saber de tudo rapidamente. Adotamos ações que contribuem para a unidade do grupo e permitem que falemos a mesma língua, através da TV executiva ao vivo, rádio Luiza semanal, portal de comunicação forte e uma escola de treinamento.”

Entre diferentes iniciativas possíveis, Luiz Edmundo Rosa destaca três forças transformadoras para tempos de crise:

– Força transformadora da liderança – pensar, decidir e agir com visão, praticar a serenidade e intuição aguçada, estimular equipes a pensarem e usarem toda a criatividade à partir da compreensão dos acontecimentos (realidade) e tendências mais prováveis (de olho no futuro) e empreender mudanças; É hora de rever estratégias, reunir líderes, falar a verdade, pedir foco no que é essencial e solicitar a atenção máxima das equipes, porque elas vão precisar de apoio à partir da tolerância e compreensão;

– Força transformadora da inovação – agir com liberdade de imaginação, iniciativa e permissão para arriscar com responsabilidade. Seria uma ilusão querer chegar a novos resultados fazendo as mesmas coisas. É hora de: aproximar relacionamento com clientes, colaboradores e fornecedores, realizar campanhas de incentivo a ideias pragmáticas, valorizar as pessoas com perfis empreendedores e reconhecer essas pessoas, criando a cultura da melhoria continuada em uma organização em constante aprendizado;

– Força transformadora da ação – somente inovando, renovando e reinventando é que podemos aproveitar as ricas oportunidades que a crise nos traz. É hora de: agir com senso de prioridade e economia, mas não de cortar indiscriminadamente o investimento nas pessoas. É hora de desafiar as equipes a dar o melhor de si e alcançar resultados excepcionais, apostar nos talentos, redirecionar programas de educação corporativa e fortalecer a comunicação.

– Com sabedoria, Luiz Edmundo Rosa conclui que “em momentos de crise, cabe aos líderes o papel fundamental de promover as transformações necessárias muito além da questão imediata de superar as dificuldades, por mais urgentes e complexas que sejam. Precisa haver um verdadeiro compromisso com o futuro e as pessoas são os agentes capazes de criar, inovar, transformar e fazer acontecer”.

Em resumo, a crise nos impõe o desafio de realizar mudanças e exige visão e responsabilidade nas decisões. Medidas defensivas e isoladas refletem falta de visão, de pensamento estratégico e de criatividade. Quando se é dominado por esse estado de espírito, a crise se espalha e agrava ainda mais os resultados. Nos momentos de crise que se apresentam com mais intensidade e continuidade, os líderes tem papel fundamental nas mudanças e superação das dificuldades. Eles precisam assumir o compromisso com o futuro e mobilizar as pessoas que representam os agentes capazes de gerar novas ideias, criar e transformar a realidade.

O papel da gestão, portanto, é favorecer esse movimento construindo culturas empresariais sólidas como o grande diferencial competitivo. Resultado: quando a crise for superada, e ela vai passar, a empresa responderá ao novo ambiente de negócios, às novas aspirações dos clientes, investidores, colaboradores e demais públicos estratégicos. O papel da liderança na gestão de pessoas, portanto, é o fator fundamental para a grande virada, no jogo dos negócios.

 

Programa Coaching de excelência – Como contruir o futuro desejado

Portanto, considerar que existem fatores externos sob os quais não temos controle e que exercem uma força em nossas vidas é importante. Porém, mais importante é aprender a assumir o domínio da parte que nos cabe e, assim, aprender a utilizar o conjunto de mecanismos internos que dispomos para atingir os nossos sonhos e objetivos. É o que afirma Howard Cutler, psiquiatra e neurologista da American Board, no livro A Arte da Felicidade: “A Felicidade é determinada mais pelo estado mental – Modo de Encarar a Vida – do que por acontecimentos externos. Portanto, dispomos do equipamento de que precisamos para alcançar a felicidade”.

Ampliar a capacidade de produzir resultados com excelência – ou seja, desenvolver o autodomínio – pode ser definitivo para quem quer virar o jogo, nos esportes, negócios e na vida. Segundo Peter Senge, diretor do Centro de Aprendizado Organizacional da Sloan School of Management, o MIT (Massachusetts Institute of Technology), e criador do Modelo de Organizações que Aprendem: “a vida pode ser uma viagem criativa, viver de um ponto de vista criativo, em contraposição a um reativo”. Para ele, “através do desenvolvimento do autodomínio, aprendemos a entender e aprofundar continuamente nosso propósito na vida e a concentrar energia em maneiras mais estratégicas e produtivas de agir e interagir, como um artista no trabalho de criação”.

Podemos virar o jogo quando decidimos passar de meros expectadores a condutores criativos da parte que nos cabe em nossas jornadas. À partir de uma metodologia simples e bem fundamentada cientificamente é possível redefinir o destino almejado, estabelecer o plano de voo e assumir o que realmente tem o poder de mudar o placar – ações estratégicas. Passo a passo, como eternos aprendizes em busca do melhor que existe em nós mesmos, podemos trilhar o caminho, fazendo escolhas, tomando decisões, promovendo ações e assumindo, então, a tal parte que nos cabe de nossos destinos. Como canta e encanta Guilherme Arantes: “Vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, aprendendo a jogar”.

Que método é esse que pode nos tirar do automático e provocar a tomada de consciência necessária para que possamos assumir as nossas vidas, carreiras e empresas? É o método Coaching. Seja bem-vindo! Esse método pode fazer a diferença em sua vida, carreira e empresa – aqui e agora!

O QUE É COACHING?

A Revista Fortune perguntou a 22 das pessoas mais bem-sucedidas do mundo: “Qual o melhor conselho que você já recebeu?” Eric Schmidt, presidente da Google, respondeu:
“Costumo receber muitos conselhos que nõ sei por onde começar. Um que me vem à mente é ter um Coach. Um jovem membro, John Doerr, em 2002 disse: Meu conselho para você é ter um Coach. E eu disse: Bem, eu não preciso de um Coach, sou um CEO estabilizado, para que precisaria de um Coach, tem algo errado? Ele disse: Não, não, você precisa de um Coach, todo mundo precisa de um Coach. Então, Bill Campbell se tornou meu Coach e serviu muito bem ao Google. Todo atleta famoso, todo artista famoso tem um Coach, alguém para observar o que está fazendo e perguntar: É isso mesmo que você quis dizer? Você fez isso mesmo?, dar a eles uma perspectiva. Uma das coisas que as pessoas nunca são boas é olhar para elas como os outros as enxergam. Um Coach realmente ajuda!”

Procurando explicar da forma mais simples possível, diria que Coaching é um programa que procura provocar pessoas a saírem do automático, despertando para o que significa a jornada pessoal e profissional – levando a reflexões como: quais os resultados que está alcançando atualmente, o que você quer ser e aonde deseja chegar. É um trabalho que contribui especialmente para o desenvolvimento do Autodomínio – capacidade de produzir resultados e que, para tanto, parte de um plano de voo em relação ao futuro. O processo de mudança ocorre à partir de ações estratégicas que levam a resultados, aprendizagens e melhorias, à parte que nos cabe de nosso destino.

A principal característica dos encontros ou sessões de Coaching é que o facilitador, chamado de Coach, fica a maior parte do tempo fazendo perguntas, com o proposito de levar a novas compreensões, estimulando a fazer escolhas, tomar decisões e levar à ação – aquela cujo placar nos interessa. O mais interessante desse exercício é que, ao mesmo tempo em que nos apropriamos de nossas vidas e carreiras, também descobrimos o tesouro inesgotável de recursos e possibilidades que habita no mais intimo dos seres humanos.

Anthony Grant – Fundador e diretor da Unidade de Psicologia do Coaching na Universidade de Sidnei, define:
“Coaching é um processo sistemático e colaborativo, focado em soluções e orientado a resultados, no qual o Coach facilita a evolução do desempenho, bem estar, aprendizagem de pessoas (Coachees), grupos e organizações que não apresentam problemas mentais clinicamente significativos.

Segundo a International Coaching Federation – ICF:
“Coaching é o processo de aprendizado, aperfeiçoamento, melhoria de desempenho e qualidade de vida. Nas sessões, o Cliente escolhe o foco de conversação, enquanto o Coach escuta e contribui com observações e perguntas. Esta interação cria clareza e coloca o Cliente em ação. Coaching acelera o progresso com foco e consciência nas escolhas. Coaching concentra-se onde os clientes estão e no que querem fazer para chegar onde desejam.”

Em nosso Programa Coaching de Excelência, da Academia Emocional, definimos:
“Coaching é o Processo de mudança, focado nas ações estratégicas que geram resultados, aprendizagens e melhorias (Ciclo da Excelência).”

Essa definição representa os sete elementos da estrutura e sessões de Coaching:

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QUAL O PROPÓSITO DO MÉTODO COACHING?

O Método Coaching tem como propósito contribuir para o desenvolvimento do Autodomínio, ou seja, aumentar nossa capacidade de produzir resultados pessoais, profissionais e organizacionais. Quando atingimos Autodomínio, fazemos escolhas, tomamos decisões, agimos estrategicamente e demonstramos poder de:

– Enfrentar desafios;
– Resolver problemas;
– Ter Atitude mental positiva;
– Agir de forma criativa, não reativa, especialmente diante dos revezes da vida.

Os benefícios vão desde uma maneira mais estratégica de pensar, sentir, agir e interagir, ou se posicionar na vida, até a reestruturação total de vidas, carreiras e organizações.

Para Daniel Goleman, PhD de Harvard, uma das maiores autoridades em psicologia:
“Coaching nos ajuda a descobrir sonhos, entender nossas forças e energias, proporciona novas compreensões, causa um grande impacto sobre os outros e nos guia nos passos da aprendizagem e melhoria contínua. É um método poderoso para desenvolver a inteligência emocional e, portanto, cultivar a excelência.”

 

COACHING FUNCIONA, COMPROVADAMENTE?

Sim. O método Coaching funciona e foi comprovado por estudo realizado pelo ICF – International Coaching Federation – encomendado pela conceituada consultoria PricewaterhouseCoopers, em 2009:
“Coaching Funciona e é de grande valor, seja para criar mudanças positivas e alcançar metas pessoais como para gerar sólido retorno do investimento (ROI- Return on Investment) para os clientes.”

Outra fonte de comprovação pode ser encontrada na tese de doutorado de Cristiana Vaz de Moraes, Universidade de São Paulo (USP), em 2007:
“Coaching é uma forma de alavancar a liderança numa organização em busca de resultados excelentes, contribuindo para a expansão do indivíduo profissional e também como pessoa. Faz com que organizações que acreditam no potencial de seus profissionais consigam, neste momento de grande concorrência – mudanças e globalização – ter um posicionamento ótimo para enfrentar crises, buscando novas alternativas de negócios, aprendendo também a desenvolver novas competências que os ajudem a se reposicionar, se necessário, ou ultrapassar barreiras empresariais que possam surgir”.

Sueli Milaré, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCAMP-SP), em sua tese de mestrado em 2008, resume que:
“Coaching Executivo está sendo usado para ajudar líderes a adaptarem-se aos desafios da globalização, e os resultados demonstram que o Coaching Executivo é eficaz, permitindo o desenvolvimento de novas competências pessoais, que possibilitam atingir metas organizacionais”.


COACH, COACHEE E COACHING – 3 LADOS DA MESMA VIAGEM

O Coach pode ser considerado o facilitador do processo de mudança vivenciado pelo Coachee, cliente e agente de mudança ao longo do processo de Coaching.

O Coach, portanto, tem a função de encorajar a autodescoberta, estimular o descobrimento e alinhamento de objetivos, trazer à tona estratégias e soluções e manter o Coachee responsável
pelas ações e resultados. É também responsabilidade do Coach questionar de que maneira o Coachee, equipe ou organização, pode ser melhor.Segundo David Rock (Coach Empresarial) e Jeffrey Schuartz (Psiquiatra):
“As pessoas que estimulam o pensamento de outros estão assumindo a função de Coach, formulando perguntas, partilhando filosofias e metodologias, observando o processo e expondo os demais a diferentes perspectivas, fazendo-os refletir, questionar e rever suas premissas e posições”.
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DIFERENÇAS ENTREO COACHING, TERAPIA E CONSULTORIA

De maneira resumida, no processo de Coaching:

– Existe cliente, não paciente;
– Ações levam às mudanças;
– O trabalho é focado no presente e futuro, e não no passado;
– O Cliente é o agente e responsável pelas mudanças;
– O Coach não aconselha, ele faz perguntas, leva a reflexões, tomada de consciência e ações estratégicas;
– O Cliente tem sempre as melhores respostas;
– O Coach contribui para que o Coachee assuma a parte do destino que lhe cabe;


COMO SÃO AS SESSÕES DO PROGRAMA COACHING DE EXCELÊNCIA – SESSÕES INDIVIDUAIS?

O Programa Coaching de Excelência está estruturado em 10 sessões, e com ações estratégicas entre sessões:

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Avaliação Inicial (1ªSessão) – tem como objetivo retratar o momento de vida e identificar a adequação ao Coaching;
Sessões Intermediárias I – direcionadas ao levantamento do Propósito, Visão, Valores, Estratégia (Plano de Ação) e Ações Estratégicas;
Avaliação Periódica (5ªSessão) – visa levantar as Mudanças, Resultados, Aprendizagens e Melhorias que ocorreram no primeiro ciclo.
Sessões Intermediárias II – direcionadas ao levantamento dos Indicadores, Competências (CHA), Recursos e Plano de Ação;
Avaliação Final (10ªSessão) – visa levantar as Mudanças, Resultados, Aprendizagens e Melhorias promovidas ao longo do programa e direcionar os próximos passos.

COMO SÃO AS SESSÕES DO PROGRAMA COACHING DE EXCELÊNCIA – EMPRESA E EXECUTIVO?

O Programa Coaching de Excelência – Empresa está estruturado em 7 etapas, que vão das reuniões estratégicas, palestra de apresentação aos participantes, Avaliação Inicial, Sessões Individuais, Sessões Coletivas, Projeto Final e Avaliação de Resultados:

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COMO É A FORMAÇÃO NO PROGRAMA COACHING DE EXCELÊNCIA DA ACADEMIA EMOCIONAL? 

Nossa matriz de formação foi cuidadosamente estruturada em 6 Módulos para dar o preparo teórico e prático, indispensável ao exercício do Coaching Profissional:

1. Módulo Introdução:

Objetivo: Conhecer os fundamentos filosóficos, teóricos e práticos do Programa Coaching de Excelência.
Prática: Sessão de Avaliação Inicial
Indicado: Interessado por fundamentação teórico-prática.
Carga Horária: 2 dias – 16 horas (das 8 às 18h)
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 1.920.00 (em até 6 parcelas). Incluso apostila e coffee.
Programa: Origens e Histórico, Definição, Pressupostos, O que dizem as pesquisas, Estrutura inicial do Método, Estrutura 7 Elementos, Bases Científicas, Modelos Teóricos (Cognitivo, Inteligência Emocional, Psicologia Positiva, Aprendizagem), Diferenças entre Coaching, Terapia e Consultoria, Tipos de Coaching, Etapas do Programa Coaching de Resultados, Técnicas e Ferramentas, Bibliografia.


2. Módulo Avançado:

Objetivo: Desenvolver habilidades e competências para a prática do Coaching Profissional.
Prática: 10 Sessões Estruturadas com Técnicas e Ferramentas
Indicado: Interessados no exercício do Coaching Profissional.
Carga horária: 2 dias- 16h (das 8 as 18)
Programa: Planejar, organizar, dirigir e controlar as 10 Sessões estruturadas: Planejamento Estratégico, Avaliação inicial, Sessões intermediárias 1, Avaliação periódica, Sessões intermediárias 2, Avaliação final, Fechamento do ciclo PROCORES.
Pré-Requisito: Ter cursado Introdução
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 1.920.00 (em até 6 parcelas). Incluso apostila e coffee.

3. Módulo Especialização – Empresa

Objetivo: Desenvolver habilidades e competências do Coaching Executivo e Empresarial
Prática: Cases Empresarial
Indicado: Interessado por especialização (conhecer a “tribo” e códigos executivo e empresarial)
Carga Horária: 2 dias – 16 horas (das 8 às 18h)
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 1.920.00 (em até 6 parcelas). Incluso apostila e coffee.
4. Módulo Especialização – Esporte

Objetivo: Desenvolver habilidades e competências do Coaching Esportivo.
Prática: Cases Esportivo
Indicado: Interessado por especialização (conhecer a “tribo” e códigos esportivos)
Carga Horária: 16 horas (das 8 às 18h)
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 1.920.00 (em até 6 parcelas). Incluso apostila e coffee.


5. Módulo Especialização – Equipe

Objetivo: Desenvolver habilidades e competências do Coaching voltado a Equipes Empresarial e Esportiva.
Prática: Cases Esportivo
Indicado: Interessado por especialização (conhecer a dinâmica de equipes)
Carga Horária: 16 horas (das 8 às 18h)
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 1.920.00 (em até 6 parcelas). Incluso apostila e coffee.

6. Clínica

Objetivo: Reunir Coaches profissionais e estimular a troca de experiências através de casos práticos.
Indicado: Interessado por informação, atualização e networking.
Carga Horária: 8 horas (das 8 às 18h)
Investimento: Valor hora/aula R$ 120,00 – Total: R$ 960.00 (em até 6 parcelas). Incluso coffee.

 

Competência psicológica como diferencial nas competições esportivas

Atletas e Equipes de alto rendimento vivem de resultados, do placar desejado e favorável.

 

Por esse motivo tão especial, é preciso entender que o placar reflete, apenas, o conjunto de fatores que interage ativamente durante as competições esportivas e, especialmente, aprender a controlar o que pode ser controlado como, por exemplo, as quatro competências que levam atletas e equipes ao alto desempenho esportivo:

– Técnica (fundamentos como drible, passe, cabeceio, finalizações – no futebol)
– Tática (esquemas estratégicos como 4-4-2 ou 3-5-2)
– Física (força, potência, velocidade e flexibilidade)
– Psicológica (dinâmica que existe no PSAI = pensar-sentir-agir-interagir)

A Competência Psicológica é destacada por ser considerada o diferencial competitivo de atletas e equipes na busca incessante por resultados, dentro e fora das arenas esportivas, especialmente nos momentos em que a importância da partida encontra a incerteza do resultado, a hora da verdade das decisões.

Um dos mais conhecidos momentos de descontrole emocional no esporte, foi protagonizado pelo atleta Zidane.

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A cabeçada que o jogador de futebol Francês Zidane deu no adversário italiano Marco Materazzi foi assistida em tempo real por aproximadamente 2 bilhões de pessoas, na Copa da Alemanha em 2006, e ficou para a história. Apesar da brilhante trajetória profissional, Zidane encerrou sua carreira no Mundial alemão com uma marca de indisciplina irreparável. Zidane viveu seu momento de “Sequestro Neural”, reagindo à provocação do adversário com agressividade física. O resultado? Muito além do placar – o atleta foi expulso, sua equipe perdeu a competição e isso marcará para sempre a história dele e de todos os envolvidos naquela competição. O mais lamentável é que esse comportamento poderia ser evitado e a história poderia ser diferente. Então como usar a raiva para fazer gol?

O QUE É COMPETÊNCIA PSICOLÓGICA?

Competência Psicológica refere-se à capacidade de agir de forma eficaz, inteligente e estratégica, frente aos desafios e adversidades da vida. Para ser competente é preciso desenvolver um conjunto de habilidades – cognitivas (mentais e emocionais) e motoras. Competência, portanto, refere-se ao conjunto articulado e dinâmico de conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA) para conseguir:

– Enfrentar desafios – pessoais, interpessoais e profissionais;
– Resolver problemas – ao invés de ficar rodando em círculos;
– Ter atitude mental positiva – especialmente diante dos revezes;
– Agir de forma criativa – e não emocionalmente reativa.

COMO DESENVOLVER A COMPETÊNCIA PSICOLÓGICA?

Uma das metodologias utilizadas no desenvolvimento da Competência Psicológica é o Método Coaching, que visa ampliar a capacidade de produzir resultados. Ou seja, desenvolver o autodomínio, definitivo para quem quer virar o jogo nos esportes, negócios e na vida.

Segundo Peter Senge, diretor do Centro de Aprendizado da Sloan School of Management o MIT (Massachusetts Institute of Technology): “a vida pode ser uma viagem criativa, viver de um ponto de vista criativo, em contraposição a um reativo”. Para ele “através do desenvolvimento do autodomínio, aprendemos a entender e aprofundar continuamente nosso propósito na vida e a concentrar energia em maneiras mais estratégicas e produtivas de agir e interagir, como um artista no trabalho de criação”.

Numa escalada crescente, onde se parte de um determinado degrau, o processo de Coaching contribui para que o atleta e equipe definam novos “planos de voo” e se preparem para a viagem que os levará a novas conquistas e realizações. Portanto, como um exercício de resumir esse processo, temos:

1) Decida aonde quer chegar e que tipo de atleta quer se tornar – Michael Jordan revelou no livro Nunca deixe de Tentar: “decidi e me comprometi ser o melhor atleta que conseguisse”;

2) Avalie onde está – os recursos e competências que dispõe e o que pode levar na bagagem para ser aproveitado rumo ao que deseja alcançar;

3) Estabeleça um plano de ação – uma ponte de ligação entre onde está e o que necessita desenvolver (recursos e competências) para chegar ao destino almejado;

4) Parta para a ação, que representa a essência do movimento de mudança, para atingir os resultados estabelecidos. Nessa etapa é preciso aprender a dinâmica do PSAI: Pensar, Sentir, Agir e Interagir. Para tanto, conhecer melhor esse “aplicativo” do cérebro, poderá fazer toda a diferença do mundo porque somos nós que precisamos comandar nossos pensamentos e assumir nossos estados emocionais;

5) Prepare-se para as adversidades ao longo do caminho, porque elas vão se apresentar e você deverá lembrar-se de utilizar a técnica de solução de problemas – diante do problema defina:
A) Meta
B) Identifique alternativas
C) Analise vantagens e desvantagens
D) Decida a melhor alternativa a ser implementada
E) Faça acontecer – a parte que lhe cabe de seu destino

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6) Aprenda a dominar as emoções básicas, a MARTA que habita em nossos corações:
Medo/Ansiedade, Alegria, Raiva, Tristeza e Amor. Ou aprendemos a dominar nossos estados emocionais ou, vulneráveis, podemos ser dominado por eles, nos colocando na condição reativa e não, criativa.
Michael Jordan nos ensina que: “o medo é uma ilusão, ele aparece quando pensamos nas consequências de errar ou imaginamos resultados negativos. A técnica é focar no que tem que fazer para conseguir o que se quer”.

7) Se existe uma característica comum aos campeões, essa habilidade é a capacidade de manter o foco, de trabalhar duro na busca do objetivo estabelecido, sabendo como enfrentar os desafios e
levantando-se a cada queda do caminho, porque não importa quantas vezes a gente cai, importa, sim, quantas vezes a gente é capaz de levantar;

8) Avalie os resultados alcançados;

9) Aprenda com os erros e acertos;

10) Procure melhorar sempre, estabelecendo, assim, o ciclo da excelência.

COMO OS ATLETAS SE SENTEM QUANDO ATINGEM O MÁXIMO DESEMPENHO?

O crescimento pessoal e interpessoal é resultado do desenvolvimento do autodomino, portanto, quando atletas atingem seu melhor desempenho se sentem:

– Energizados (otimistas e competitivos)
– Ansiedade produtiva (desafio positivo)
– Relaxados e soltos (baixa tensão muscular)
– Calmos, tranquilos e pacientes (quietude interna)
– Se divertem e têm prazer ao jogar (jogam com alegria)
– Jogam o seu melhor (aproveitam o momento)
– Mentalmente concentrados (resistem as distrações)
– Com autoconfiança (sensação de ‘ser capaz’)
– Controle sobre si mesmo (considerado o maior desafio)

O perfil do atleta realizador, então, pode ser resumido:

– Objetivos desafiadores e reais
– Concentrado e Motivado para o rendimento
– Autoconfiante e com Autocontrole Emocional
– Disciplinado
– Lida bem com imprevistos
– Resistência psíquica (as pressões)
– Alto grau de competitividade

Muitos programas de preparação de atletas e equipes esportivas tentam corrigir as deficiências de desempenho simplesmente aumentando as horas dedicadas ao trabalho técnico, tático ou físico, mesmo que, com frequência, o problema não esteja na falta dessas habilidades, e sim, na falta do condicionamento psicológico. Aumentar o trabalho repetitivo nos fundamentos esportivos não ajudará a superar a pressão, aumentar a concentração, confiança, motivação ou o domínio dos impulsos da agressividade e, até mesmo, não contribuirá nos momentos de recuperação de lesões. Os componentes psicológicos transcendem a esses aspectos. Em qualquer esporte, o êxito ou fracasso de um atleta e equipe é resultado do complexo conjunto de variáveis que integram o momento de uma competição. Portanto, a Competência Psicológica é uma das variáveis que devem ser controladas e pode ser considerada o diferencial competitivo, especialmente nos momentos decisivos, a hora da verdade nas arenas esportivas.

O papel da mente nas lesões do esporte

De três a cinco milhões de adultos e crianças se lesionem a cada ano nos ambientes esportivos, de exercício e em passeios recreativos. O curioso é que pessoas com altos níveis de estresse de vida têm mais lesões relacionadas ao esporte e ao exercício. Portanto, esse é um tema que pode interessar não apenas atletas de alto rendimento, mas a população em geral.

 

Fatores físicos como desequilíbrios musculares, colisões, treinamento excessivo e fadiga física são as principais causas de lesões nos exercícios físicos. Ou seja, são as causas primárias de lesões esportivas. Mas os Fatores Psicológicos podem desempenhar seu papel e contribuir para elas em função das características de personalidade – que estão entre os primeiros fatores psicológicos associados a lesões esportivas e que se referem ao:

– Autoconceito (autoestima e autoconfiança)
– Introversão e extroversão
– Inflexibilidade de personalidade

Níveis de estresse também podem ser fontes de lesões, como mudança de vida importante, perda de ente querido, mudança para uma cidade diferente, casamento ou mudança na situação financeira. Além disso, estressores menores e aborrecimentos cotidianos, como dirigir nas grandes cidades, também podem contribuir para elevar o nervosismo e preocupação.

No ambiente esportivo profissional, onde a competição e as exigências são enormes, as evidências sugerem que atletas com altos níveis de estresse tendem a sofrer mais lesões.

As reações psicológicas às lesões esportivas são consideradas respostas emocionais ou reações que os atletas costumam ter, que podem chegar a uma forma semelhante às pessoas que enfrentam experiências de morte. Ou seja, atletas frequentemente reagem passando por um processo de cinco estágios:

1. Negação
2. Raiva
3. Negociação
4. Depressão
5. Aceitação e Reorganização

Os atletas não necessariamente seguem um padrão ou ordem predeterminada em relação a esses cinco estágios. Portanto, pode-se esperar que atletas lesionados exibam três categorias de respostas em geral:

1. Pensamentos sobre a lesão – sobre a dor, consciência da extensão da lesão, perguntas de como aconteceu e a tomada de consciência sobre as consequências.
2. Revolução emocional e comportamento reativo – momento em que o atleta pode se tornar agitado, experimentar emoções oscilantes, sentir-se esgotado, isolar-se, sentir medo, incerteza, descrença, negação ou autocomiseração.
3. Perspectiva positiva e controle – quando aceita a lesão, lida com ela demonstrando atitude positiva, de otimismo e inicia esforços para recuperação.

Uma pessoa pode passar por esse processo em um ou dois dias e outras podem levar semanas ou meses.

Outras reações psicológicas à lesão:

1. Perda de identidade – uma parte de si mesmo se perde, afetando o que ele pensa dele mesmo ou autoconceito.
2. Medo e ansiedade – sobre a recuperação, novas lesões, a substituição permanente na equipe.
3. Falta de confiança – o que diminui a motivação.
4. Diminuição de desempenho – devido à baixa de confiança e ao tempo de treino perdido, podem sofrer declínio de desempenho e, com isso, muitos atletas têm dificuldade em diminuir suas expectativas após uma lesão e podem esperar voltar ao nível de desempenho do período anterior à lesão.

A depressão é uma das indicações de má adaptação à lesão, porque o atleta demonstra a sensação de que não pode fazer nada para mudar esse quadro, e se coloca na condição de vítima. Esse estado mental/emocional é desfavorável porque impacta na perspectiva negativa de futuro, o que compromete ainda mais sua capacidade de enfrentar o problema, procurar alternativas para a solução e impacta também fortemente em sua atitude mental. O trabalho com pessoas com depressão é feito especialmente identificando e desafiando crenças e convicções que o colocam nesse estado mental/emocional, portanto, é de extrema importância uma orientação psicológica para evitar as emoções negativas típicas, tais como: descrença, frustração, vulnerabilidade (ansiedade) e, claro, a depressão.

Outros sinais de má adaptação às lesões e que merecem atenção são:

– Sentimento de raiva e confusão
– Obsessão por quando poderá voltar ao esporte
– Negação – a lesão não é grande coisa
– Retornar muito cedo e se lecionar de novo
– Orgulho exagerado das etapas de realização
– Insistência em queixas físicas menores
– Culpa por desapontar equipe e familiares
– Afastamento de pessoas significativas
– Mudanças repentinas no humor
– Pensar que a recuperação não vai acontecer (quando existe essa possibilidade)

Atletas com recuperação rápida demonstram que utilizam mais estratégias de estabelecimento de metas, diálogos internos (com eles mesmos) mais positivos à partir de incentivos e, em menor grau, visualização da cura e recuperação. Isso sugere que fatores psicológicos (PSAI – Pensar, Sentir, Agir e Interagir), desempenham um papel importante na recuperação de lesões e explica porque atletas que lidam melhor com suas lesões se diferenciam de outros menos bem-sucedidos. Essa diferença se dá em função dos seguintes aspectos:

– Cumprem melhor os programas de reabilitação e tratamento;
– Demonstram atitude mais positiva em relação à situação de lesão e a vida em geral;
– São movidos por metas e objetivos e, com isso, são mais dedicados e determinados.

Em geral, a indicação do trabalho psicológico corresponde a um programa interdisciplinar e deve estar previsto durante todo o processo de recuperação, nos mais variados casos. Esse procedimento contribuirá em muito para a prevenção e recuperação das frustrações (que é uma emoção característica de quem não esta conseguindo atingir suas expectativas e que se manifesta sob forma de revolta – raiva ou, decepção – tristeza/depressão).

Posso citar um caso prático que vivenciei em 2001, quando fui contratada pelo Clube Atlético-MG, sob o comando do Técnico Levir Culpi.

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Ao avaliar psicologicamente a equipe durante a pré-temporada, conheci um atleta que tinha se submetido a uma cirurgia e estava no processo de recuperação. Naquela oportunidade, as dificuldades financeiras com a família e as dúvidas sobre sua total recuperação e a volta aos gramados o colocava num estado de vulnerabilidade emocional – ora esperançoso, ora com os medos típicos da incerteza.

Com o método Coaching (processo de mudança), traçamos um plano de trabalho baseado em Objetivos, Estratégias e Ações – passo a passo. O interessante é que nessa oportunidade o atleta já projetava uma carreira internacional e a meta também de chegar à Seleção Brasileira.

Ele conseguiu visualizar essa possibilidade com tanta convicção que conversando com a comissão técnica comentei que ele apresentava indicadores psicológicos de um atleta realizador (perfil vencedor).

Justifico essa projeção porque identifiquei nele alguns dos ingredientes que demonstram um atleta com recursos psicológicos diferenciados, com AUTODOMÍNIO – capacidade de produzir resultados (enfrentar desafios, resolver problemas, atitude mental positiva e a postura criativa que difere da postura de vitima).

O resultado, todos nós conhecemos. Esse atleta é o Gilberto Silva e por anos foi um vencedor na Seleção Brasileira.

Em resumo, além da definição de um projeto: Objetivo, Estratégia e Ações, as habilidades psicológicas mais importantes para se aprender no processo de reabilitação são:

– Estabelecimento de metas (tarefas especificas que o tirem da condição atual, rumo a desejada)
– Diálogo interno positivo (convicçõesdecapacidade de realização)
– Visualização do futuro e imagens fortalecedoras.
– Treinamento das emoções básicas – MARTA (medo, alegria, raiva, tristeza, amor).
– Aprendizado sobre a concentração e controle emocional, que requer habilidades de foco no que se quer, e não no problema, técnicas de relaxamento, técnicas de solução de problemas (porque as adversidades vão continuar se apresentando) e aprender a utilizar os “aplicativos” (pensamento, intuição, memoria, percepção, imaginação) que dispomos nessa máquina maravilhosa chamada cérebro, para que possamos jogar a favor e não contra nós mesmos.

Como afirma Timothy Gallwey, ex tenista e atual Coach de Tênis:

“O adversário que mais interfere no rendimento independente da área de atuação é o adversário interior, estado interno cujo oponente se encontra na forma de pensar e não no adversário externo. É ele quem produz distrações através de diálogos internos e julgamentos, capazes de provocar desconcentração, desmotivação e descontrole emocional até mesmo nos grandes jogadores”.

Coaching realmente funcionar

O melhor conselho que recebi? Ter um Coach!

O Presidente da Google, Eric Schmidt, quando entrevistado por Adam Lashinsky, jornalista da Revista Fortune em 2009, sobre o melhor conselho que recebera na vida, comentou:

“Costumo receber tantos conselhos que não sei por onde começar. Um que me vem à mente é ter um Coach.
John Doerr, em 2002, disse: Meu conselho para você é ter um coach.
E eu disse: Bem, não preciso de um Coach, sou um CEO estabilizado, para que precisaria de um Coach, tem algo errado?
Doer disse: Não, não. Você precisa de um Coach, todo mundo precisa de um Coach.
Então, Bill Campbell se tornou meu Coach e serviu muito bem ao Google. Todo atleta famoso, todo artista famoso, precisa de um Coach, alguém para observar o que está fazendo e questionar: É isso mesmo que você quis dizer?, Você fez isso mesmo?, dar a eles uma perspectiva. Uma das coisas em que as pessoas nunca são boas é olhar para elas como os outros as enxergam. Um Coach realmente ajuda!”

 

Bill Campbell, o Coach de Erick Schmidt.

Campbell, considerado um dos mais reconhecidos Coaches empresariais, por atuar com empresas do Vale do Silício, na Califórnia/EUA, revela: “quando me perguntam porque entrei no setor de alta tecnologia, respondo que foi por causa de meu desempenho como Coach de futebol americano”.

Campbell é membro do Conselho na Apple, Intuit e Google. Para o investidor Jonh Door, que indicou Campbell a Erick Schmidt: “Campbell é o melhor orientador de presidentes, equipes e talentos que já conheci”. O próprio Schmidt define Campbell como “inestimável” e revela que “a estratégia básica consiste em convidá-lo para participar de tudo”.

Entrevistado por consultores da McKinsey, e publicado na Revista HSM Management (2008), Campbell discute o papel da inovação e o desafio de construir uma cultura corporativa inovadora, destacando:

1. Aprecio presidentes comprometidos em garantir durabilidade e valor de permanência;

2.  Me interesso por organizações que se preocupam com os valores operacionais, a durabilidade, não pelas que querem entrar, lucrar e sair rapidamente;

3.  Meu desejo é ajudar as potenciais empresas duradouras a atingir seus objetivos. Quando conversei com Larry Page, um dos fundadores da Google, ele me disse que queria criar uma empresa de 100 bilhões (lucro), algo grandioso, que começou com uma vantagem tecnológica e fé de que conseguiriam;

4.  Sou um profissional voltado para produtos e acredito que a propriedade intelectual constitui um diferencial imenso;

5.  Se você não tiver um endereço de IP (Protocolo de Internet) valioso ou algum modo de prestar um serviço melhor que os outros, algo capaz de mudar a maneira como as pessoas encaram o que está sendo oferecido, provavelmente sua empresa não terá um futuro estrondoso.

6.  A inovação pode acontecer de várias formas, como por exemplo, a descoberta de Steve Jobs de como aplicar determinadas tecnologias em produtos que os clientes desejam, oferecendo uma experiência perfeita do começo ao fim. Outro aspecto a considerar é valorizar os caras “meio malucos” tanto quanto os engenheiros com programas de bolsas de estudos, prêmios, bônus e férias adicionais para as empreitadas heroicas.

7.  Não sou inovador, apenas apoio a inovação e o que faço é me certificar de que as pessoas certas estão envolvidas num projeto e que o pessoal meio maluco tem espaço para participar.

8.  Não acredito que tenham muitos presidentes como Eric Schmidt, mas ele sabe delegar poder aos engenheiros. Posso garantir que engenheiros com liberdade de ação constituem o elemento mais importante de uma empresa.

9.  Para criar uma cultura de inovação é preciso contar com um bom líder – alguém que vá ao mercado recrutar os melhores profissionais de gestão, que não precisam ser as pessoas mais inovadoras, mas é crucial que saibam estimular a inovação. Lideres que contratem gente com o DNA requerido e que tome cuidado para não subordinar os engenheiros aos profissionais de Marketing. O crescimento é o objetivo, mas ele só ocorre por meio da inovação, a qual depende de bons engenheiros, não de bons profissionais de marketing.

10.  Também é necessária uma gestão forte e capacitada. Insisto na contratação e desenvolvimento de pessoas, além da inovação e melhores práticas de mercado.

Recomendações de Campbell:

– Atenção ao desenvolvimento de produtos da empresa.
– Cuidado com o funcionamento da estrutura de marketing da empresa.
– Cuidado para que os engenheiros recebam as informações de que precisam.
– Entender os tipos de feedbacks de clientes, para assim se criem ótimos produtos.
– Entender de onde tirar ideias novas

Em resumo, organizações podem ser treinadas para inovar, segundo os ensinamentos de Bill Campbell, considerado o Coach da Inovação de nove entre dez executivos sêniores de empresas de alta tecnologia do Vale dos Silício.

Crenças fortalecedoras: O combustível para nossas realizações

Imagine que você tem uma meta muito bem definida, com todos os pormenores estabelecidos. Você sabe o que quer, porque quer, quanto quer, quando quer, como quer. Você é um expert nesta meta. E mais: você tem uma estratégia incrível planejada. Sabe quais ações estratégicas executar.

Você sabe de onde está saindo e onde quer chegar. Agora, entre esses dois pontos, existe um caminho, que muitas vezes pode ser longo e cheio de obstáculos, altos e baixos, turbulências. Por mais que tenhamos um objetivo definido e um ótimo plano, é durante o percurso que precisamos nos manter firmes para chegar ao ponto desejado.

Saber o que quer é muito importante para chegar onde quer. Mas, tão importante quanto isso, é ter a força mental para se manter nos trilhos durante o percurso. Nessa hora, suas maiores aliadas são as crenças fortalecedoras.

 

Crenças são pensamentos que regem a nossa vida. São convicções que ajudam nossa corrente sanguínea a bombear o sangue para nossas pernas, para que nós possamos dar os passos necessários rumo aos nossos sonhos. Não é por acaso que, diante de uma crença fortalecedora, sentimos uma palpitação no coração, afinal de contas, não é este o órgão responsável por bombear nosso sangue?

Pense em tudo o que já conquistou e como, no caminho para estas conquistas, você usou crenças fortalecedoras. 100% de nossas conquistas contaram com a ajuda desse estimulante mental em algum momento, seja consciente ou inconscientemente.

Mantenha-se concentrado, pense positivamente e, principalmente, acredite. Acreditar é mais do que pensar positivo, é ter certezas. Certeza do sucesso, certeza da conquista, da vitória. Como diz o renomado head hunter Robert Wong, em seu livro O Sucesso Está no Equilíbrio:

“Quando você tem certeza, emite energia positiva que se traduz em ondas harmônicas. O universo acolhe essas ondas e conspira a seu favor.”

Esta, por sí só, já é uma bela crença, não é mesmo?

Abaixo temos alguns exemplos de pessoas de sucesso e suas crenças fortalecedoras. Aproveite algumas delas para você. Não tem nada de errado em adotar as crenças que deram certo para os outros. Se elas deram certo para eles, podem dar certo para você também. Exercite suas crenças fortalecedoras e boas conquistas!

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